sexta-feira, 2 de março de 2007

Pompeii


É simultaneamente um documentário sobre os Pink Floyd, na fase mais experimental das suas carreiras, com o psicadelismo ao virar de cada esquina, e é também a mais mística das performances. Um concerto sem público, nas ruínas da antiga cidade de Pompeia, no centro de uma arena romana, com as estátuas e pinturas como os únicos olhos que os seguem. Dezenas de brinquedos para a banda exercitar toda a sua criatividade. Guitarras, pianos, sintetizadores, gongos e um cão. Quatro amigos que se reúnem para uma "jam-session" destinada aos deuses e para despertar o Vesúvio. Incrivelmente bem filmado, fazendo uso de todas as novas técnicas de montagem da época (1972) e de tal modo que não se pode deixar de pensar, em certas cenas, que estamos a ver o 2001, Odisseia no Espaço com banda sonora dos Pink Floyd, o que será escusado dizer, é uma autêntica "trip"...

Pelo meio há entrevistas e filmagens nos estúdios da Abbey Road, a banda a comer ostras enquanto dificulta a vida ao realizador, distorcendo as perguntas, como criancinhas. Há um Roger Waters mais que alucinado, que sorri como se nem estivesse lá. Um baterista que quer comer tarte de maçã, mas - "Sem crosta.".

Enfim, são os bons e velhos Pink, mas novos.


Pink Floyd, Live At Pompeii - Director's Cut (1972)



Saucerful Of Secrets




One Of These Days I'm Going To Cut You Into Little Pieces




Set The Controls For The Heart Of The Sun

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Kerouac

[Sept. 2, 1945
133-01 Crossbay Blvd.
Ozone Park, L.I., N.Y.]

Let us hope that the whores of evil no
longer loiter on the doorsteps of your path
beckoning you into the brothel of despair,
and that hereinafter you may present them
with the most rigid manifestations of a firm
and manly will. Ad astra per aspera.

letter to William S. Burroughs -
Jack Kerouac


Este fim-de-semana estive na fnac e foi lá que encontrei uma preciosidade que acredito agora ser um dos melhores CD's que já comprei em toda a minha vida. Tive de escavar até dar com ele, mas valeu a pena, estava mesmo ao fundo, na prateleira mais baixa, esquecido. É um álbum, mas não se pode dizer que seja música, pelo menos não totalmente. Chama-se Kicks Joy Darkness e as faixas são poemas de um grande poeta da beat-generation (talvez o maior), Jack Kerouac.

É mais conhecido por ter escrito um dos melhores livros que já li, Pela Estrada Fora (On The Road), que conta a história de Sal Paradise, e como este viajou com as mais estranhas e divertidas personagens, pelas autoestradas da América. Mas desconhecia ainda esta sua faceta de poeta.

O que também me impressionou foi a quantidade de nomes que dão a voz para declamar os seus escritos, algumas vezes simplesmente falando, outras vezes acompanhados por música ambiente bem concebida. Aqui está a lista de intérpretes no disco, pela ordem das faixas:

Morphine
Lydia Lunch
Michael Stipe
Steven Tyler
Hunter S. Thompson
Maggie Estep & The Spitters
Richard Lewis
Lawrence Ferlinghetti & Helium
Jack Kerouac & Joe Strummer
Allen Ginsberg
Eddie Vedder, Campbell 2000 & Sadie 7
William Burroughs & Tomandandy
Juliana Hatfield
John Cale
Johnny Depp & Come
Robert Hunter
Lee Ranaldo & Dana Colley
Anna Domino
Rob Buck & Danny Chauvin As Hitchiker
Patti Smith with Thurston Moore & Lenny Kaye
Warren Zevon & Michael Wolf
Jim Carroll with Lee Ranaldo & Lenny Kaye
Matt Dillon with Joey Altruda & Joe Gonzalez
Inger Lorre & Jeff Buckley
Eric Andersen

Tenho a certeza de que alguns nomes soarão mais fortes que os outros, mas quase todas as faixas são excelentes e vê-se que foram gravadas com paixão e um sentido de homenagem por parte de todos os intervenientes. Este disco só veio reforçar a ideia que tenho da poesia, com a qual muito gente pode discordar, mas que não posso mudar como quem muda uma lâmpada. Nunca apreciei tanto a poesia escrita como aprecio ouvi-la. A força e entoação das palavras sempre me agradou mais. Claro que posso ler poesia, mas sabe-me sempre a pouco...

Claro que nem sempre estes temas podem ser descritos como poemas. Alguns são excertos de cartas que Kerouac escreveu, ou um texto em forma de notícia de jornal, e uma ou duas peças originais sobre o autor, como é o caso da presença dos Morphine. Todos mostram a perspectiva visionária de Kerouac, e caracterizam uma América perdida, sem rumo, livre. Para mim foi como receber uma surpresa fantástica. Deixo aqui as letras de um dos temas:

The Moon

The moon her magic be, big sad face
Of infinity An illuminated clay ball
Manifesting many gentlemanly remarks

She kicks a star, clouds foregather
In Scimitar shape, to round her
Cradle out, upsidedown any old time

You can also let the moon fool you
With imaginary orange-balls
Of blazing imaginary light in fright

As eyeballs, hurt & foregathered,
Wink to the wince of the seeing
Of a little sprightly otay

Which projects spikes of light
Out the round smooth blue balloon
Ball full of mountains and moons

Deep as the ocean, high as the moon,
Low as the lowliest river lagoon
Fish in the Tar and pull in the Spar

Billy de Bud Hanshan Emperor
And all wall moongazers since
Daniel Machree, Yeats see

Gaze at the moon ocean marking
the face -

In some cases
This moon is you

In any case
The moon

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Young Pilgrims


Não quero parecer uma daquelas pessoas que viu o Garden State, descobriu os The Shins e agora anda todo contente porque está convencido que tropeçou numa das melhores bandas da actualidade, mas... bem... foi exactamente isso que aconteceu...

A curiosidade veio primeiro com uma música que ainda me causa arrepios, "Caring Is Creepy" (título genial, continuarei a dizer). Também há outra na banda sonora, New Slang, igualmente fantástica e que preenche aquele momento mágico em que a Natalie Portman dá a ouvir a banda ao Zach Braff, dizendo convincentemente que "vai mudar a vida dele". Não mudaram a minha vida, é certo, mas ainda ando à procura de uma música má deles.

Claro que arranjei o álbum de estreia, "Oh, Inverted World" (mais uma vez, títulos especiais como este são uma constante) e deliciei-me com as melodias pop que pareciam saídas de um ano qualquer na década de 60. Umas semanas depois, ouvi o terceiro álbum de originais, deste ano, "Wincing The Night Away" e não fiquei desiludido. A única maneira de ficar desiludido com os The Shins, acho eu, é se ouvirmos a sua música contrariados ou demasiado expectantes. Não é assim que eles funcionam. Maior parte das vezes, no princípio, tentamos entoar o ritmo de uma das canções e já o esquecemos cinco minutos depois de a ouvir. Portanto a pop que fazem não é daquelas facilmente descartáveis ou de ritmo fácil. Acho que quem definiu melhor a música deles foi quem disse "podíamos viver nestas canções". Diz tudo o que é preciso saber, acho eu.

Agora, comecei a ouvir o segundo álbum, "Chutes Too Narrow" e acho que é o melhor até agora. O primeiro tinha a paixão de um primeiro disco, mas faltava-lhe boa produção. O último economizou nos ritmos mais mexidos e é mais calmo. O "irmão do meio" tem as melhores características de ambos. E é de lá que sai este vídeo, realizado por um tal Adam Bizanski, que fez e animou tudo à mão. O outro é o primeiro single do novo álbum, e também merece uma espreitadela. Espero que gostem.

The Shins - Pink Bullets


The Shins - Phantom Limb

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Possivelmente o maior post que este blog já viu

Tenho saudades de escrever. No meu outro blog, agora abandonado às moscas, postei alguns escritos meus, na maior parte pedaços de uma história que andava a boiar na minha cabeça. E ainda anda, mas agora tem companhia. Por falta de tempo e paciência (duas coisas que não abundam quando se trata da minha pessoa) nunca mais lá fui.

Depois, comecei este novo blog, com um intuito que já nem sei qual era ou se tinha um para começar. Fui postando escassas notícias de música, falei sobre filmes que vi recentemente ou outros que esperava que saíssem para os ver, música que gosto de ouvir, vídeos que gosto de mostrar aos outros. Espalhei veneno sobre artistas que, para falar a verdade, pouco me ralo sobre o que fazem ou como o fazem. Enchi posts com nomes de bandas estranhos e pouco mais...

Então, apeteceu-me escrever novamente. Sou sincero, gosto de imaginar histórias, gosto de criar personagens, dar-lhes traços meus, inventar outros traços (alguns que eu gostaria de ter, por exemplo), criar-lhes amigos, familiares, conhecidos, inimigos, etc. Gosto de imaginar o enredo, descobrir uma ligação entre dois eventos que não tinha reparado antes, engendrar os acontecimentos, lançar-lhes algum significado, às vezes entretenho-me tanto a ver a história nascer como se a estivesse a ver na televisão ou a lê-la num livro. Tenho saudades de ver as coisas baterem certo e surgir um momento genial na trama. Que emoção que isso me dá! Sinto as personagens como conhecidos meus, como amigos. Cada um deles tem uma parte de mim dentro, isso faz deles alguém familiar. Pode-se dizer que estas pessoas são os meus amigos imaginários, na medida que escolho acreditar que podem mesmo existir. Posso conversar com eles. Conheço-os, mas não totalmente, apesar de os ter escrito. Sei tanto deles como saberia de um amigo. Há sempre algo que fica escondido, uma parte oculta. Pode parecer parvoíce, mas há alturas em que só sei realmente o que eles vão fazer quando o escrevo. Tenho de ler o que acabei de escrever para compreender o que acabou de acontecer. É incrível!


not my drawing, btw. se calhar devia já avisar-vos, que se virem uma imagem aqui, o mais provável é ter vindo de uma quick search no Google. x)




Nos últimos dias, tenho andado com outra história na cabeça (isto não quer dizer que não volte ao que escrevi antes, nunca me esqueço de uma personagem). Gostava de a pôr em movimento, de lhe dar um pouco de vida, e ao mundo em que a coloquei. Hoje, por exemplo, comecei a escrever. Ao fim de alguns parágrafos, deitei tudo fora. Estava absolutamente horrível. A sério, era aborrecido, mal escrito, pedante e demasiado óbvio. Eu tenho o hábito de nunca estar totalmente satisfeito com o que escrevo, salvo raras excepções, mas aquilo era mesmo mau! Vão por mim.

Não vou desistir, claro. Mas tenho de tentar uma abordagem diferente. O importante, acho eu, é divertir-me enquanto estou a escrever. Também importante, mas a um grau ligeiramente abaixo, é outras pessoas terem tanto prazer a ler, como eu tive a escrever. É o segundo passo. Sim, porque também me agrada imenso quando outras pessoas compreendem as minhas personagens. É como darem um prémio a um filho que nós já sabíamos cá dentro que tinha essa capacidade. É orgulho, é orgulho...

Bem, não vos quero maçar mais com isto. Só escrevi mesmo porque senti uma pontinha de depressão quando o começo da história não resultou e precisava de escrever alguma coisa para descarregar em alguém. E como isto é um blog, e o MEU blog, achei que podia torná-lo um bocadinho menos hipócrita. Quer dizer, se não vou escrever coisas destas aqui, onde é que as irei escrever? No fotolog? Nos nicks do Messenger? Não me parece. Esses espaços são para frases roubadas a outros autores (estou a falar no meu caso, é óbvio que já li excelentes devaneios nos flogs e sim, mesmo nos nicks do messenger). Se escrever alguma coisa de jeito, é aqui que vai ser publicada.

Outra coisa, começo a achar a rubrica das más reviews um bocadinho idiota. E mesmo a dos nomes das bandas, mas essa vou deixar até ao fim. As reviews têm piada (eu acho, como já disse aqui), mas não numa base semanal, senão é como uma piada que foi contada muitas vezes. Além disso, é incrivelmente hipócrita rebaixar artistas quando há pessoas que gostam deles e ouvem a sua música. Quem sou eu para dizer que esta banda é boa e esta outra é má? Não sou um crítico de música e mesmo que o fosse, não tinha esse direito. Por isso, vou acabar com essa secção.

E vou deixar de fingir que percebo de arte e falar como se isto fosse uma revista cultural. Isto, claramente, não é uma revista cultural! Isto é um blog chamado Detroit. Se gosto de algo e quero mostrá-lo, mostro-o. Mas não me vou pôr a falar de coisas sobre as quais só sei uma pequena porção. Não sou um comentador especializado, nem sou um jornalista.




Acho que é só isto. Obrigado por lerem. E pela paciência. ^^

Evil Critic - Nickelback

Se, por acaso, de 2001 até agora, ligaram uma rádio generalista, então é incrivelmente provável que já tenham ouvido os Nickelback.

Se a ligaram duas vezes, então é igualmente provável que tenham ouvido a mesma canção. Acho que a política é só passar um single deles durante todo um ano e depois mudar. Claro que vocês os conhecem, tiveram uma estreia "bombástica" com Silver Side Up, o terceiro álbum de originais e na altura ninguém se calava. Na televisão (se são fãs de programas cómicos como o Top +), na Rádio Comercial, Best Rock, etc, etc. Foram um fenómeno, é certo. Admito, tenho esse álbum, e durante algum tempo, andei viciado naquela música, "How You Remind Me", mas felizmente melhorei.

O que há para dizer sobre estes rapazes? São rock comercial. Nada de errado com isso, se por acaso fosse assim que se classificassem. (Para falar a verdade, percebo porque é que nenhuma banda gosta de ser catalogada assim. Parece mal) De qualquer modo, os seus 15 minutos de fama parecem durar há muito (talvez demasiado) tempo. Vê-se que querem manter-se à tona da água, porque todos os álbuns que lançam parecem o mesmo disco. E talvez tenham razão. Talvez os Nickelback sejam daquelas coisas inevitáveis na vida, como a morte ou filas de espera. Deixo-vos com as hostilidades.

Reviews a All The Right Reasons (2005)

"Ohh, so THIS is that annoying shit I'm always hearing on the radio. I wish radio stations could tell what songs people were listening to when they changed channels to listen to actual music... I'm sure once radio stations realized that it was Nickelback, hopefully their god-awful, pansy-rock, ripoff, over-produced, and downright annoying music, will end"

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"Cliched, commercial rock music. They set out to be grunge, but they miss what grunge was about; fucking the mainstream. The songs all sound the same and these guys have less talent than three oysters and a tuba."

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"One of the most annoying, shitty bands I've ever heard. I just wish I could reach through my TV screen/radio and plant my foot in their faces."

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" At least there's Arcade Fire to make up for this Canadian pile of modern MOR horseshit."

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"This album was about as enjoyable as having a rectal examination, Chads singing was the equivalent to a rectal examination, the guitar riffs and drum beats sounded like a guy having a rectal examination"

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"Someone please destroy mainstream radio. I truly feel sorry for anyone who enjoys this and I hope they have a friend with better tastes in music. If you listen to nickelback, i assume you have already given up on all of the great bands out there. Good music doesn't just fall out of the sky into your lap, you have to go looking for it."


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"To Dawn W who said: "The best rock I've heard in over 20 years", I must ask: what in the hell was stuck in your ears for the past 20 years? This is a horrible CD from a soulless pop band. Don't buy. Don't listen. Just walk away."

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" Utter crap. It almost seems like they're trying to be irritating."

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"My pick for the biggest embarrasment to our generation. I dont want to take credit for these dumbasses, this is the worst music I have ever heard out of grown men."


E o personal favourite da semana, porque o sarcasmo é uma arma poderosa. Quem escreveu isto, tinha o nome de utilizador "I want my NICKELBACK!"

"
The singer, I think his name is Dwight Nickleback, has the SWEETEST Hair! Anyone who can make a career out of writing the same song over and over again is burdened with the stench of genius! Mr. Nicleback, thank you for making the "middle of the road" safe again!"



segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

My Band's Name Is... - Letter G -


Queres formar uma banda. Primeiro, aprendes a tocar um instrumento. Guitarra, bateria, etc. Depois, precisas de recrutar outras pessoas (de preferência que não toquem o mesmo que tu). Convém ensaiar, porque a perfeição não surge logo ao princípio. Ao fim de uns meses, já estão em sintonia e produzem um som impecável. Está na hora de começar a escolher músicas. Começam por tocar covers de antigos artistas. Mais umas semanas e tocam tão bem como os originais. É então altura de mostrarem o que valem ao vivo. Fazem um acordo com um bar, restaurante, discoteca, etc. Chega finalmente a grande noite. As pessoas enchem o espaço, os instrumentos são afinados, sobes ao microfone e apresentas a banda.

"Hello! We are..."

Oh-oh. Na pressa, esqueceram-se de escolher um nome para a vossa banda. Calma, calma. Nada de preocupações. Diz o que te vier à cabeça. Diz quaisquer palavras que tenham o mínimo a ver com o que vocês representam. Diz qualquer coisa. Mas, por amor de Deus, não digas...

Gag Factor
GangGreen
Gangrene
Gangway Fathead
Gaye Bikers on Acid
Gee That's A Large Beetle I Wonder If It's Poisonous
Geisha Balls
Genitorturers
The Glands of External Secretion
Global Disrobal
Glory Hole
God's Girlfriend
Goldfish Don't Bounce
The Go Kill Yourselves
Go Nad Go
Gonoreagan
Granny's Hole
Grim Skunk
Grand Mother Fucker
Gregg Turner and the Blood Drained Cows
Guess My Perversion [Gissa min perversion]
Guitarantula

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Cameo: Air - Don't Be Light


Esta semana, saltamos novamente de álbum e chegamos a 10,000 Hz Legend, o terceiro registo de originais dos franceses Air. Depois do sucesso que alcançaram mundialmente com Moon Safari e as participações em projectos da Sofia Coppola, este novo álbum deixou um sabor amargo nas bocas dos críticos, que esperavam uma nova obra-prima pop, seguindo as pisadas do seu álbum de estreia.

Mas 10,000 Hz Legend seguiu noutra direcção. Entregou-se mais ás orientações electrónicas, com faixas mais longas que o habitual e permitiu colaborações com outros artistas conceituados, como Beck e Buffalo Daughter. Apesar da ligeira desilusão, os Air continuaram a mostrar a sua perícia como produtores musicais de alto calibre e talentosos criadores de melodias. Legend tem um pouco de tudo para os ouvintes de gostos diferentes.

Don't Be Light foi o último single lançado deste álbum, depois de How Does It Make You Feel e Radio#4 (ambas grandes canções). Foi realizado por Jean-François Moriceau e Petra Mryzk e baseia-se em animações (sempre retro), plantas carnívoras e... Pong. E há que adorar aquela ária, antes de ser enterrada em batidas electrónicas e sons de guitarra arranhados. Desfrutem.